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Excesso de velocidade e documentação irregular estão entre as infrações que mais custam às transportadoras

Excesso de velocidade e documentação irregular estão entre as infrações que mais custam às transportadoras

CEO da Frota 162 explica que multas recorrentes impactam não apenas o caixa das empresas, mas também a eficiência operacional e a disponibilidade

O excesso de velocidade e problemas com documentação, como licenciamento vencido, estão entre as infrações que mais geram custos para as transportadoras no Brasil. Além do valor das multas, essas ocorrências impactam o consumo de combustível, aceleram o desgaste dos veículos e podem levar à retenção de caminhões, causando atrasos e prejuízos logísticos. O transporte rodoviário concentra a maior parte da movimentação de cargas no país e também um volume relevante de irregularidades envolvendo veículos pesados. Em operações de fiscalização, até 25% dos caminhões abordados apresentam algum tipo de infração, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal.

“O problema vai além da penalidade em si e está diretamente ligado à gestão da operação. Grande parte dessas infrações poderia ser evitada com processos mais estruturados. Quando a empresa não tem visibilidade sobre o comportamento do motorista ou o status da documentação, o risco de multa deixa de ser exceção e passa a fazer parte da rotina”, afirma Marcelo Lemos, CEO da Frota 162, software especializado na gestão de multas, condutores e documentos relacionados a frotas.

Entre as infrações mais comuns, o excesso de velocidade e as falhas de documentação se destacam pela alta recorrência e pela dificuldade de controle em operações de grande escala. Diferentemente de ocorrências pontuais, esses casos estão diretamente ligados à rotina da frota e à gestão de condutores e prazos, o que exige acompanhamento constante para evitar reincidência.

Photo by Gabriel Santos

“O custo da infração não se limita ao valor da multa. Existe um impacto indireto importante, que envolve desde manutenção até aumento de risco operacional. Quando isso se repete ao longo do tempo, o efeito no caixa da transportadora é significativo”, explica Lemos.

Outro ponto crítico é o acúmulo de infrações ao longo do tempo. Sem um acompanhamento estruturado, penalidades recorrentes podem comprometer a previsibilidade financeira da operação, além de afetar a disponibilidade da frota em casos de retenção ou restrições legais.

“Hoje, a gestão de frotas passa necessariamente por dados. Monitorar comportamento de direção, controlar prazos de documentação e atuar de forma preventiva são medidas que reduzem custos e aumentam a eficiência. Não é apenas sobre evitar multas, mas sobre ter uma operação mais sustentável no longo prazo”, finaliza o CEO.

Sobre a Frota 162:

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